#EuAprendi no FBMKT 3: Não é sobre formatos e plataformas. É sobre pessoas.

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Por Luciana Moraes

 

A palavra-chave da 3ª edição do Facebook Marketing, promovido pela Yesbil, pode ser traduzida em um plural: inquietações. Foram cinco palestras que abordaram temas desafiantes para quem lida com mídias sociais diariamente: conteúdo diferenciado para Instagram, gerenciamento e prevenção de crises, atendimento via Whatsapp, geolocalização e ads, e Real Time Marketing. As sete horas de programação passaram voando e deu pra perceber que foi um evento bem completo, né?

Mas o que eu aprendi foi algo a que ainda não dava tanta importância. Percebi que esse tempo todo estávamos falando principalmente dos protagonistas dessa história: você, eu, o padeiro, o entregador de pizza, a tia da cantina, o porteiro do prédio, o motorista de ônibus, a empresária… Pessoas. Diferentes entre si. Com interesses próprios. Estamos em todos os lugares. E muito mais do que estar presente, queremos falar. Temos opinião. Somos empoderados. O faremos com todo esse poder?

 

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Caio Vieira

 

O título desse texto foi extraído de uma fala do palestrante Caio Vieira. Para ele, é chegada a hora de repensar e reinventar o que – e como – estamos fazendo nas agências de comunicação em Belém. É importante considerar o quão relevante é o conteúdo que produzimos para as pessoas que desejamos alcançar: “O que falar? Com quem falar? Por que falar?”. As pessoas não gostam de ser interrompidas. A grande sacada não é “se infiltrar” nas timelines alheias, mas sim descobrir como fazer com que os próprios usuários procurem o seu conteúdo. Questione-se: a sua comunicação tem substância? As pessoas não entendem o seu negócio ou ele não entende as pessoas? Além disso, devemos fazer o exercício de pensar a mulher enquanto protagonista nas nossas estratégias comunicacionais. “Precisamos ser mais ‘social’ e menos ‘media’”, completou.

 

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Amanda Campelo

 

Segundo a jornalista e blogueira Amanda Campelo, “precisamos conhecer a metodologia Zuckerberg de fazer comunicação”. É essencial perceber que o público varia entre as redes sociais na Internet. Ele nunca é homogêneo. Por isso, a estratégia é adaptar conteúdos (imagens, vídeos, textos, linguagem, referências) e postar em horário diferentes, a fim de garantir engajamento e alcance. “Se você sempre publica o mesmo no Facebook e no Instagram, uma hora o seguidor vai tirar par ou ímpar e deixar de seguir em uma das redes”, afirmou. A receita é simples (embora não rígida): saiba quem você é, entenda seu público e a plataforma, defina objetivos, mantenha uma unidade, distribua bem os conteúdo, esteja atento e elabore as estratégias. Pronto. Todo mundo felizinho!

 

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Alynne Cid

 

Porém, devemos ficar alerta: a crise é quase sempre latente. E ela pode explodir em segundos por erros de planejamento, polêmicas, problemas de atendimento, informações erradas e até haters e trolls influenciadores. Como atentou a publicitária Alynne Cid, lembremos que o público agora é mais ativo, exigente, consciente, politizado e mobilizador. Devemos contar com nossos advogados de marca e manter a boa reputação. A ideia é que sejamos mais humanos, dialoguemos e não hesitemos em pedir desculpas. Nada é tão sagrado que não possa ser repensado. Por exemplo, hoje o Whatsapp pode ser usado no atendimento ao cliente. Ele já é a segunda rede digital mais utilizada, segundo a Pesquisa Brasileira de Mídia de 2015.

 

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Suzi Lacerda

 

A palestrante Suzi Lacerda ressaltou algumas vantagens do app: consome poucos dados e o cliente tem a liberdade de escolha da hora em que vai responder, diferentemente das ligações. Mas é preciso estar atento para fazer backup regular de conversas e utilizar outro software como apoio, além de não se limitar ao Wpp como único meio de contato com o cliente.

 

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Sérgio Moraes

 

Já no final do evento, o jornalista Sérgio Moraes levantou uma questão: estamos preparados para o Real Time Marketing? Ele deu várias dicas e citou cases de sucesso, mostrando que muita gente, inclusive aqui em Belém, já está sacando dos paranauê. Para a cobertura de eventos em tempo real, é preciso ter algumas estratégias em mente:

1. Pense mobile;
2. Compreenda a movimentação dos stakeholders;
3. Saiba o que o público quer e precisa;
4. Seja estratégico: tenha um plano;
5. Seja tático: defina como executar o plano;
6. Relacione-se: seja sociável;
7. Concentre-se no alvo;
8. Não perca oportunidades;
9. Monitore e analise os resultados.

Acho que depois dessa minha primeira experiência com o Facebook Marketing, já tô pronta pra próxima. E o melhor: com mais perguntas do que respostas.

 

Luciana é estudante de jornalismo na UFPA. Social media na Eko Comunicação e membro do coletivo Go Gina

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