Não peça emprego em agências de publicidade pelo Facebook

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Em todas as agências que trabalhei fiquei responsável pela administração da página da empresa. Essa atividade me fez ver um fenômeno de pessoas que usam a página no Facebook para pedir emprego.

Elas se apresentam, informam suas qualificações e em seguida dizem que estão a disposição para trabalhar na empresa. Vi isso várias vezes nas últimas cinco empresas que trabalhei e nenhum candidato foi contratado por usar essa tática.

 

Ninguém contrata um profissional apenas por que ele se apresentou para a empresa.

 

A área de inbox das páginas são para relacionamentos com as pessoas, por isso, alguns profissionais acreditam que esse é o menor caminho para se conquistar uma vaga em agências, mas pedir emprego por lá não garante que você será contratado.

 

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Uma contratação leva em consideração diversos fatores, não apenas o currículo e o desejo de trabalhar na empresa. Reputação e recomendações são fatores importantes no mercado de comunicação. Se você não os tem, provavelmente receberá uma mensagem genérica informando que seu currículo será guardado para ocasiões futuras.

 

Há agências de publicidade com uma gestão deficiente nas suas mídias sociais

 

A má gestão (infelizmente) das páginas de algumas agências impendem que a pessoa possa se relacionar com a empresa. A empresa tem uma página no Facebook, mas não tem um plano de gestão de comunidades, por isso, não tem o hábito de responder as perguntas enviadas ou não sabem o que responder quando é perguntada sobre vagas. Diante disso é comum o profissional enviar o currículo, mas não receber um feedback de recebimento da mensagem.

 

Dificilmente há vagas disponíveis quando você se candidata dessa forma.

 

Em todas as vezes que vi alguém se candidatar, indo até a página da agência, não haviam vagas para a sua habilitação. Quando as vagas surgem dentro de empresas do segmento publicitário e não estão divulgadas nas páginas é por que serão destinadas para indicações dos funcionários ou outros profissionais.

 

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Muitas das agências não tem um sistema de revisão dos currículos enviados, principalmente em mercados menores e que possuem empresas menores de comunicação. Elas não possuem um departamento de RH por que o fluxo de contratação é menor e o custo para manter o departamento é alto. Logo, os currículos irão parar em alguma pasta esquecida no computador.

 

As informações de um currículo possuem prazo de validade.

 

O fato de muitas empresas de comunicação não possuírem um departamento estruturado de RH acaba por criar uma pasta com vários currículos contendo informações desatualizadas.

Fato corriqueiro que acontece com estudantes. O candidato pode mudar o número de telefone, e-mail, trocar de curso, abandonar a graduação entre outras mudanças. A empresa, por sua vez, prefere abrir uma nova chamada para envio de currículos do que verificar candidato a candidato se houve atualizações. Por tanto, disponibilizar o seu currículo na página das agências não irá surtir algum efeito.

 

Não peça também emprego em grupos de Facebook

 

Percebi também que alguns estudantes e profissionais costumam se candidatar a empregos através de grupos no Facebook. Geralmente são iniciantes em alguma área e pedem emprego sem nem ao menos citar onde querem trabalhar e porque do desejo de atuar na área. Eles publicam suas qualificações e pedem para serem avisados caso exista alguma vaga.

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Nesse caso o buraco é bem mais em baixo. Você se expõe e mostra que não possui uma estratégia para entrada no mercado. Alguns nem publicam o link para o seu perfil no Linkedin, site, blog ou portfólio online.

 

Quer dizer que de forma alguma não poderei enviar meu CV pelo Facebook?

 

Você pode entrar em contato através da página com a empresa e demonstrar o seus desejo de trabalhar nela, porém, saiba que essa é só a porta de entrada. Você vai precisar de um contato com alguém, de preferência no departamento que você deseja trabalhar, para levar o seu contato para outro nível.

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As agências não estão contratando sempre, mas pode haver indicações para freela e até jobs dentro do cliente, entretanto, não ter um network com quem indica pode deixá-lo de fora do job e o currículo ficará esquecido na página.

LinkedIn e portfólio são armas importantes.

As chances de ser contratado via inbox são poucas, mas se você tiver uma única chance não poderá desperdiçá-la. Dentro desse cenário o portfólio ou perfil no Linkedin serão a suas maiores armas, elas irão mostrar do que você é capaz de realizar.

 

 

Crie um perfil no LinkeIn e acrescente seus últimos trabalhos, freelas ou estágios. Ponha também os slides de projetos, seminários e cursos que você ministrou. Não esqueça de pedir recomendações de colegas de trabalho ou faculdade para mostrar que você tem influência e autoridade na sua área.

Já para o portfólio, dê uma olhada em nosso post com alguns exemplos para se inspirar. Escolha os seus melhores trabalhos e exponha-os em um site, blog, Tumblr ou a plataforma que preferir.

Dessa forma você terá a oportunidade de causar uma boa impressão.

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